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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lixo espacial pode cair no Brasil

   Hoje, a possibilidade de um lixo espacial cair na Terra, o satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite). A órbita da Terra é um terreno baldio cheio de lixo espacial. Cerca de 20.000 pedaços de detritos com 10cm ou mais. E esse lixo nem sempre fica no espaço: às vezes ele cai na Terra. O satélite que foi enviado em 1991 pela nave Discovery, tem o tamanho aproximado de um ônibus e pesa 6 toneladas. Destinado a pesquisa e estudo da alta atmosfera o satélite deixou de operar em 2005.
   O satélite americano no entanto está para cair na Terra, mas a NASA não sabe onde ele deve cair. Mas a Agência Espacial America espera que ele se desintegre na reentrada na atmosfera terrestre. A chance de que o satélite caia hoje existe, mas projeções indicam que ele deve cair amanhã.
   A NASA avisa, no entanto, que o risco de ferimentos por lixo espacial em queda é muito pequeno. Em mais de 60 anos de voos espaciais, não houve qualquer relato de ferimentos ou danos a propriedade resultantes de detritos do espaço.
   O ponto da queda ainda é incerto, mas pelas últimas projeções os Estado Unidos estariam fora da possibilidade de serem atingidos pelo objeto. A órbita projetada tem variado, mas não se pode descartar a chance de que possam cair fragmentos do satélite em território brasileiro, visto que deve passar sobre a América do Sul após entrar na atmosfera como uma bola de fogo. Clique no mapa para ampliar.
   Segundo site Apolo11, cálculos de decaimento orbital concordam com a estimativa feita pela agência americana e mostram que o ponto de ruptura será às 15h30 pelo horário de Brasília, quando o satélite estiver a 130 km acima do leste da Nova Zelândia, rumo à América do Sul. 
   Dificuldades - A dificuldade na previsão do ponto exato da queda ocorre principalmente na variação do fluxo solar, uma emissão eletromagnética constante emitida pelo Sol, que ao ionizar as camadas elevadas da atmosfera alteram significativamente sua densidade, aumentando ou diminuindo o arrasto em grandes altitudes, freando ou acelerando a queda do satélite. Siga seu movimento ao vivo em Painel Global.
   ATUALIZAÇÃO 23/09: A NASA informou ontem que o satélite que vai cair na Terra não sobrevoará a América do Norte durante a tarde de sexta-feira (hora de Nova Iorque, menos cinco do que em Lisboa), período durante o qual irá entrar na atmosfera. Os cientistas garantem que o satélite se desintegrará ao entrar na atmosfera e que pelo menos 26 grandes pedaços do engenho caiam sobre o planeta. Simulação da entrada do satélite na atmosfera:
                   
   ATUALIZAÇÃO 23/09 - 12:55h: Segundo site Apolo11, entre 16h13 e 16h22 o satélite estará margeando toda a costa do Brasil desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. Entre às 17h48 e 17h53 sobrevoará uma linha que vai desde o Mato Grosso até o extremo norte do Pará.
   É muito importante lembrar que essa é uma estimativa calculada e pode sofrer alterações ao longo do dia. De acordo com a agência espacial americana, Nasa, dados mais precisos serão informados com apenas duas horas de antecedência.
   ATUALIZAÇÃO 23/09 - 15:44h: Satélite passou ao largo da costa leste do Brasil, sem que fossem observados fragmentos no céu às 16:36h (horário de Brasília).
  ATUALIZAÇÃO 25/09 - A agência espacial norte-americana (Nasa) confirmou neste sábado (24/09) que o Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS, sigla em inglês) se desfragmentou na atmosfera, com parte dos destroços caindo em solo terrestre durante o início da madrugada.
   Restos do satélite atingiram a superfície da Terra entre 0h23 e 2h09 (horário de Brasília), segundo a Nasa. "O satélite estava passando sobre Canadá e África, assim como sobre vastas zonas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico", explicou a agência, que ainda não consegue dizer os locais exatos onde as peças do UARS aterrissaram.
   Fragmentos do equipamento podem ter caído na região de Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do Canadá, segundo relatos no serviço de microblog Twitter. A Nasa não confirma esta informação, destacando apenas que pedaços encontrados do satélite são de propriedede norte-americana e devem ser devolvidos à agência.
   O órgão acredita que fragmentos possam ser encontrados em outros lugares, como na África ou na Austrália. Anteriormente, a Nasa vinha informando que os restos do satélite deveriam se espalhar por uma área de 800 km e que não haveria riscos para a população. Com quase seis toneladas de peso, o aparelho foi lançado pela Nasa há 20 anos. Desativado em 2005, o equipamento foi se aproximando da Terra por conta da ação solar e da gravidade do planeta. A Nasa esperava que o satélite se fragmentasse em 26 pedaços, com pesos variando entre 1 kg e 158 kg.
   O UARS é o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979.
FONTE: APOLO11, NASA via TEMPO E CLIMA SG.

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